A noite estava na metade quando ele escutou a voz vibrante de Amy Whinehouse invadindo o quarto, baixinho. Três velas completavam o cenário. Era uma noite normal, e o inicial susto dele logo foi substituído por uma onda de excitação. Pensou em chamar por ela, mas sabia que a atmosfera de mistério fazia parte do jogo. Ajeitou-se na cama, colocou o travesseiro na posição ideal.
Ela entrou no quarto. Não precisou pedir pra que ele se mantivesse imóvel. Um olhar que misturava a sensualidade de uma ordem e o semblante de um pedido infantil o paralisou. Ela subiu na cama e, em pé e no ritmo na música, percorreu da testa ao membro dele, já ereto.
Dançando no ritmo da música, deixava que suas próprias mãos deslizassem pelo seu corpo. Vagarosamente passava os dedos no pescoço e descia até o peito. A camiseta era esticada e fazia com que a curva perfeita entre os seus seios aparecesse e logo sumisse, aumentando ainda mais o desejo dele, que jamais imaginara sua namorada naquela cena. Enquanto o braço esfregava a blusa, a camiseta subia, deixando amostra a barriga dela. As coxas torneadas pareciam ainda melhores e, ao olhar para a sombra, ele tinha certeza que sonhava. Num ritual completamente individual, ela se deliciava com seu próprio corpo.
Devagar, subiu a blusa e a largou no chão, ao lado da cama. O sutiã meia-taça valorizava suas curvas, que àquela luz e naquele cenário, pareciam perfeitas. Ele fez uma menção em puxá-la e acabar de vez com aquela expectativa louca de tê-la. Ela sorriu e jogou toda a malícia do momento num olhar. Pegou a mão dele, deixou que puxasse a bermuda do pijama até os joelhos. Aproximou-se. O resto ele entendeu e tirou com os dentes o que faltava.
Ela, lentamente como quem aproveita o momento para torturá-lo, ajoelhou-se ao lado do rosto dele. Com o dedo indicador, como se ele não fosse nada mais do que um fantoche em suas mãos, levou a boca dele até o meio de suas pernas. A língua gelada dele invadiu o corpo dela, que fervia. Delicadamente ela levantou. A música recomeçou e ela retomou a dança. Parecia ainda mais envolvida no ritmo do seu próprio prazer.
A abertura do sutiã ficava entre seus seios e foi aberta numa esbarrada proposital do braço. Ela esticou os braços pra trás e, como que numa tomada cinematográfica, o sutiã deslizou. A visão dela ali, nua, linda e mais gostosa do que nunca, o deixava simplesmente paralisado.
A música acabou. Ela o fitou. Ele se movimentou, insinuando tomá-la nos braços. Ela o fez parar. Foi até o aparelho de som e selecionou sua música favorita. Quando o violão começou, ela reapareceu, completamente nua.
Deitou-se em cima dele e enquanto Crash Into Me tocava, ela sentia explodir todo o prazer. De ambos.
Pouts…
Bom o texto em?
pareo com o das duas mulheres no trabalho :p
vou escutar amy winehouse agora
inspirador, realmente.
Como bem disse o Duwe, inspirador.
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